quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

A VERDADE DAS MÃOS

A VERDADE DAS MÃOS


Com as mãos lidei a vida inteira
Mas só hoje eu as tento analisar
Acho que encontrei uma maneira
Rimando vou assim me expressar
A minha convicção é verdadeira
Nessa tão nobre arte de poetizar...

 

Há mãos que estão aplaudindo
E mãos de carrascos acoitando
Tem sempre mãos construindo
Enquanto outras vão assaltando
Vejo mãos estendidas pedindo
E muito poucas mãos doando!


Tem as mãos que salvam vidas
E também mãos que maltratam
Mãos postas em preces sentidas
Pedindo os milagres que faltam
Tem mãos covardes dos suicidas
Que por fatalidades se matam!

Existem inúmeras mãos sadias...
Mas há também mãos deficientes

Há Mãos que promovem alegrias
Tem mãos que causam acidentes
Há mãos hábeis lá nas padarias
Fazendo pães e doces excelentes!


Existem mãos frias e já cruzadas,
São mãos de alguém que morreu
Mãos de ginecologistas preparadas
Para acolherem o feto que nasceu
Existem também mãos desgraçadas
De quem mais um aborto cometeu!


As crianças têm mãos inocentes
Que buscam amor e dão carinhos
As mãos safadas dos adolescentes
Que buscam pelo prazer sozinhos...
Tem mãos no escuro irreverentes
Que tateiam por outros caminhos!
 

Existem as mãos já consagradas
São mãos do papa e do reverendo
As mãos de pessoas embriagadas
Seguram o copo que estão bebendo
E as mãos de coveiros abençoadas
Que sepultam os que vão morrendo!

Mas as mãos de médicos cirurgiões,
Dependem das mãos de anestesistas
Mãos de gigantes e mãos de anões

No circo tem as mãos de trapezistas
E as mãos dos palhaços trapalhões
São mãos alegres, mãos de artistas!

Tem mãos de mecânicos, carpinteiros
Mãos de outros profissionais liberais
Na música tem mãos nos pandeiros
Determinando os compassos musicais
Mas as mãos de nossos bons violeiros
Fazem muitos corações baterem mais...

Mãos que vivem em nossa memória
Todas elas mereceram consagração
Princesa Isabel alcançou sua glória
Assinando a Lei Áurea da Abolição
Chico Xavier entrou para a história
Usando uma caneta em cada mão!

Mãos de marinheiros e de aviadores
Mãos de músicos, mãos de motoristas
Mãos de cozinheiras e de pescadores
Mãos de goleiros e mãos de ciclistas
Mãos de políticos, mãos de eleitores,
Mãos negras, brancas e mãos racistas!

É impossível de todas as mãos falar
Mãos são instrumentos para dirigir
As mãos de mãe servem para afagar
Enquanto embalam o filho a dormir
As mãos do poeta existem pra rimar
Amor e paz, as esperanças do porvir!
 

Mãos caridosas com carinho acolhem
Abrigando os seres mais necessitados
Mãos dos juizes assinam e escolhem
Penas para os inocentes ou culpados
Mas são mãos laboriosas que colhem
Todos alimentos no chão semeados!

Mãos de professores só ensinam a ler
Mãos de alunos copiam com atenção
Mãos que mostram o caminho do saber
Mãos folheando com amor cada lição
Mãos portadoras do segredo de vencer
E mãos que serão o futuro desta nação!

Mãos de cegos pressentem os perigos
Tateando percebem obstáculos à frente
Surdos-mudos vêem nos sinais amigos
A chance de conversarem com a gente
Mas são as mãos dos terríveis inimigos
Que ceifam vidas de pessoas de repente!
 

Mãos de Deus criaram com puro barro
O homem, a sua mais perfeita criação
Com cimento, o mestre Adélio Sarro
Cria muitas esculturas com dedicação
Mãos criativas que aqui também narro
E em rimas expresso a minha gratidão!
 

Mãos, são desde a criação desse mundo
Ferramentas para fazerem o bem ou mal
Deus criou tudo com seu amor profundo
Mas a humanidade tornou-se desigual...
Mãos que semeiam um amor fecundo
São mãos que querem a paz universal!
 

Terminando esse meu poema das mãos
Não posso daquelas mãos me esquecer
Mãos perfuradas que curaram os pagãos
Daquele que muito sofreu sem merecer
As mãos santas, de quem nos fez irmãos
E que por nós, foi condenado a morrer!


Autor: Mauro Máximo da Silva
membro da ALIANDRA 
aliança dos literatos de Andradina


Homenagem a todos que usam as mãos para praticarem o bem e combaterem o mal.











                                                                                                  

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Obrigado meu pai

        Obrigado meu pai 


Hoje eu venho, com profunda  emoção
Expressar em rimas, a minha gratidão
A quem tanto me deu, sem pedir nada
E que me ajudou a vir pra esse mundo
Criou-me com respeito e amor profundo
É você meu pai, essa pessoa abençoada!

Você sempre me educou com muito jeito
Se tornando para mim, um herói perfeito
Até mesmo quando me punha de castigo
E pra eu andar sempre de cabeça erguida
Pediu-me para ser honesto em toda a vida..
E por tudo isso eu lhe agradeço, pai amigo!

Você provou com as virtudes e dignidade
Que ser pai é sinônimo de amor e bondade
É o dom maior que o homem pode merecer
Ser pai, para muitos homens já é vitória...
Mas um pai como você, é a maior glória
Que um filho neste mundo sonhou ter!!!

Hoje valorizo seu trabalho e sofrimento
Porque agora eu faço parte deste evento
Tornei-me pai, eu recebi esta dádiva sim
Os filhos, criarei,seguindo o seu conselho
Porque pretendo tê-lo sempre como espelho
          Vou irrigar, o que você plantou pra mim...

Ontem eu fui uma inocente e feliz criança
E você me deu apoio, carinho e confiança
Desempenhando com perfeição o seu papel
E sem jamais me ocultar quaisquer segredos
Permitiu-me ter infância e até brinquedos
Sendo para mim o mais gentil Papai Noel!

Hoje, comemorando o nosso merecido dia
Que aceite esses meus versos, eu gostaria
Porque através deles, minha exaltação vai
Deus o levou, não posso mais abraçá-lo
E é por isso, que entre lágrimas lhe falo
Descanse em paz e “Obrigado meu Pai”


                 Autor: Mauro Máximo da Silva
Membro da “ALIANDRA” Aliança dos Literatos de Andradina/SP

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

AMIGO...


           Amigo 

  Dedicado ao grande amigo 
Durval Zacarias de Oliveira


Amigo é aquele que nos conforta;
É quem nos abre sempre a porta,
Quando estamos mais precisando
Tem o abraço que nos fortalece...
É aquele que seu ombro oferece,
Quando estamos tristes, chorando!


Um amigo cheio de tanta nobreza


Se tornou a minha maior riqueza
E só hoje posso entender por quê
Pra fazer parte da minha história
Deus me deu a honra e a glória...
Foi ele quem me escolheu, você!

                                                                            

É o anjo que Deus nos enviou

Que nossos segredos, guardou

E que nos acompanha no mundo

Sempre com o seu sorriso aberto

O amigo está sempre por perto...

Com amor sincero e profundo!


Amigo é quem possui tudo isso
Pois amar é o seu compromisso
Oferecendo sempre sua lealdade
É nosso ancoradouro verdadeiro
Nosso grande e fiel companheiro
Um enorme tesouro na verdade!
   

  Essas rimas exprimem gratidão
  Foram ditadas pelo meu coração
  Pra você, que é o amigo perfeito
  A jóia muito rara e mais preciosa
  Uma fortuna esplêndida e valiosa
  Que guardo dentro do meu peito!

  Um amigo cheio de tanta nobreza
  Se tornou a minha maior riqueza
  E só hoje posso entender por quê
  Pra fazer parte da minha história
  Deus me deu a honra e a glória...
  Foi ele quem me escolheu, você!



             Autor: Mauro Máximo da Silva
Membro da Aliança dos Literatos de Andradina


terça-feira, 18 de setembro de 2012

A VERDADEIRA AMIZADE


     A VERDADEIRA AMIZADE

 Dos defeitos que abomino no homem
Os piores são a hipocrisia e ingratidão 
Vícios que as boas virtudes destroem
E geram uma grande falta de afeição!

Eu enalteço a franqueza e a lealdade
Úteis para qualquer relacionamento
Porém quem não possui a humildade
É egoísta que desconhece sentimento!

A traição é fruto do grande desamor,
E fez até Deus ir parar em uma cruz
Para morrer sem ter sido um pecador!

Amizade a gente irriga a vida inteira
Com carinho e respeito, então produz...
Jamais morrerá quando é verdadeira!


          Mauro Máximo da Silva
Membro da Aliança dos Literatos de Andradina
                           02/06/2012


Condeno todo egoísmo e ingratidão
E também a hipocrisia e a falsidade
Quem possui essa virtude do perdão
Vive bem e não perde a humildade
O egoísta?, jamais vou querer então
Ver desfrutando da minha amizade!

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

A SAGA DO FILHO TREZE

A SAGA DO “FILHO TREZE”
         ( autobiografia)
                     I
Nesse cordel, caros leitores,
Do número treze eu vou falar
Provando que ele representa
Para algumas pessoas o azar
Eu sou o décimo terceiro filho
E quero assim me apresentar
Não conheci nem meus avós...
Pois demorei muito a chegar!
                    II
Meu pai treze anos mais velho
Quando com  mamãe se casou
E já possuía três outras filhas
Com a esposa que Deus levou
Com mamãe vieram outros dez
Com esse caçula que chegou
Pra completar a grande prole
E honrar o nome que herdou!
                  III
Tenho dois emes no meu nome
Mas isso não mudou os planos
Sou mais velho que a esposa
Também por mais treze anos
O número da minha residência
Não me causou quaisquer danos
Quatrocentos e dezoito somados
Dá treze, sem cometer enganos!
                     IV
Quando eu nasci nesse mundo
De enxoval eu não tinha nada
Usei as toucas de uma boneca
E minha roupa era emprestada
Acho até que eu vim a mais...
Foi surpresa a minha chegada
Mas ser filho dos meus pais
É orgulho e muito me agrada!
                       V
A minha vida foi muito difícil
Fui um garoto franzino e doente
Entrei pra escola só aos 9 anos
Fui teimoso e até persistente
E conclui o quarto ano escolar
Esse foi um grandioso presente
Dentre os que papai pôde me dar
Além desse seu caráter decente!
                     VI
Pra conquistar esse meu espaço
Eu não tive nenhuma facilidade
E sendo último e número treze
Fui órfão aos 12 anos de idade
Sem papai e um irmão mais novo
Tive que enfrentar a maldade!
Fui até vítima de abuso sexual
Porém, não perdi a dignidade!
                  VII
Perdi infância e adolescência
Para trabalhar como bóia fria,
Eu e a mamãe lutamos juntos,
Na busca do pão de cada dia
Enfrentávamos as madrugadas
Só miséria à nossa porta batia,
Era muito difícil nossa rotina
Por isso estudar eu não podia!
                  VIII
Para mim jamais houve moleza
Eu fui sempre muito dedicado
Tendo que me abdicar da escola
Este sonho ficou então adiado
Mas encontrei a porta aberta
Na casa do Biroli meu cunhado
Que nos acolheu com o carinho
De homem bom e predestinado...
                  IX
Hoje com todo orgulho e alegria
Eu sou um homem quase vencedor
Porque a tão sonhada felicidade
Dela eu não fui um conquistador
Construí meu lar e uma família
E também sou poeta e escritor,
Espero que me faça o bom Deus
Ser do céu, um dia merecedor!
                    X
Foram poucas as oportunidades
Mas as chances que tive agarrei
Eu não pude,porém nem escolher,
Todos esses caminhos que trilhei
E dos vícios que adquiri na vida
De quase todos eu já me livrei!
Carrego uma cruz mais pesada
Por erros que eu não pratiquei!
                     XI
Transformei-me até em papai Noel
Para alimentar muitas esperanças,
E nesse pequeno gesto de nobreza
Apago as minhas tristes lembranças
Sem esquecer a infância de pobreza
Onde fui alvo de muitas cobranças
Preparo-me durante o ano inteiro,
Para fazer a alegria das crianças!
                     XII
Procuro ser alegre com as pessoas
Sem demonstrar o que sou na vida
Gosto de escrever belas mensagens
Pra esconder a minha alma sofrida
Da morte jamais irei sentir medo
Porque só ando de cabeça erguida
E não tenho nenhum outro segredo
Para minha história não ser lida!
                   XIII
Nestes anos conquistei coisas boas,
Por outras lutei e não pude conseguir...
Nada me amedronta mais no mundo
E nem tira esse meu direito de sorrir
Só a falta de lealdade e uma traição
Que podem minha amizade destruir!
Com treze estrofes termino o cordel
E espero ainda, treze amigos possuir!

Autor: Mauro Máximo da Silva

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Onde encontrar a Paz?

ONDE ENCONTRAR A PAZ ?

Onde encontrar a Paz ?
É pergunta que você faz
Vendo a sua liberdade fugir
Diante de tanta violência
Que cresce com veemência
E faz o amor sucumbir!

Onde encontrar a Paz ?
É pergunta que seu filho faz
Quando sai para estudar
Sabendo que numa ação policial
Uma bala perdida é fatal
E pode a sua vida ceifar!

Onde encontrar a Paz ?
É pergunta que também faz
A pobre criança abandonada
Que não pediu para nascer
E que sonha algum dia ter
Um lar e uma família honrada!

Onde encontrar a Paz ?
É pergunta que a humanidade faz
Temendo o horror de outra guerra
Mas Deus é a única esperança
Só ele pode semear a bonança
E a harmonia no planeta terra!

Onde encontrar a Paz ?
Há dois mil anos atrás
Ele próprio nos ensinou
Antes de morrer numa cruz
O Mestre nazareno Jesus
A sua paz nos deixou...

Onde encontrar a Paz ?
Descubra, você também é capaz
Consultando o seu coração
A paz está na caridade,
No amor, na fraternidade,
E no gesto nobre de perdão!


autor: Mauro Máximo da Silva - Membro da “ALIANDRA”

ALINAÇA DOS LITERATOS DE ANDRADINA - SP

sábado, 24 de dezembro de 2011

Um pesadelo que virou sonho e se tornou realidade


UM PESADÊLO VIROU SONHO E SE TORNOU REALIDADE


Durante 12 anos eu tentei em vão, realizar um sonho de criança através de e-mails e cartas enviados para inúmeros programas de TV: Faustão, Ratinho, Luciano Huck, Raul Gil, Silvio Santos, Eliana, Netinho de Paula, Ana Maria Braga, Gugu Liberato, Celso Portioli e Márcia Goodsmith. E ao longo deste tempo todo só recebi duas ligações da Produção do Ratinho que não mais se confirmaram, frustrando uma vez mais as minhas expectativas.

Fui um menino muito pobre e caçula de uma prole de 13 filhos, condição esta que me fez sentir na pele os efeitos de uma pobreza, pois meus pais deixaram a vida na roça porque meu genitor já estava velho e cansado, vendendo tudo e vindo morar na cidade, mais precisamente na Vila Botega, onde comprou duas casas de madeira e lá nos estabelecemos, enquanto ele tentou a sorte trabalhando como operário na Indústria Cadeiras e Móveis Pelliciari por alguns anos mais, onde adquiriu os direitos para aposentar-se.

Nossa vida era difícil e o lanche que eu levava na escola era pão recheado com açúcar cristal, pois não tínhamos condições para adquirir outro tipo de merenda. Eu sofria muito ao ver alguns coleguinhas comendo pão com mortadela ou presunto e eu ficava morrendo de vontade, porque não conhecia aquilo e julgava que fosse a coisa mais gostosa do mundo.
Papai aposentou-se, mas viveu por poucos anos mais, vindo a falecer em 10 de dezembro de 1960, às vésperas do natal, época em que eu apenas havia concluído a 4ª série primária (ensino fundamental).

Daí por diante o que era ruim ficou pior ainda, virou um grande pesadelo, porque a orfandade me fez abdicar da infância, adolescência e estudos, para trabalhar como bóia fria ao lado de mamãe, pois a miséria e a fome vieram bater em nossa porta.
Enfrentávamos o transporte em caminhões do tipo pau-de-arara nas madrugadas para ir em busca da sobrevivência nas lavouras de algodão da região de Andradina, chegando a irmos trabalhar até em Monte Castelo. Meus natais passaram a ser mais amargos ainda sem a presença do meu Papai Noel que Deus levou para o céu.

Daí para cá nasceu o desejo imenso de um dia me tornar um Papai Noel capaz de poder fazer a alegria de muitas crianças pobres e minha primeira experiência foi aos 18 anos quando emprestei uma roupa de Papai Noel da Srª Regina Andrade, esposa do saudoso Antonio Soares Andrade, e pude entregar os presentes doados por um comerciante proprietário de um mercadinho onde tinha um Serviço de auto-falantes em que eu trabalhava nas horas de folga.
O Tempo passou depressa e eu fui envelhecendo, sentindo que meu sonho virava Utopia e se distanciava cada vez mais da realização.

Em 2008, porém eu resolvi juntar algum dinheiro para levar adiante meu sonho e cheguei a colocar alguns cofres no Frigorífico, inclusive na minha repartição, de onde tiveram a coragem de roubar o cofrinho que mais tinha dinheiro. Desanimei e não fiz nada naquele ano, porém no ano seguinte ganhei uma Roupa de Papai Noel de uma pessoa amiga e pude ir na creche do Benfica em 2009 entregar os presentes que ela mesma doou, onde fizemos uma grande festa com bolo e refrigerantes para 70 crianças.
Continuei a pleitear dos programas de TV, 100 brinquedos, mas nem isso consegui mais.
Hoje porém posso dizer que vou realizar meu sonho, pois com ajuda de alguns amigos vou poder presentear muitas crianças da creche do Bairro Santa Cecília onde moro.
É um sonho sublime, mágico como os contos de fadas, autêntico como a fantasia dos pequeninos que ainda acreditam no bondoso velhinho de roupas vermelhas e barbas brancas chamado Papai Noel, que infelizmente só existe para poucos.

Mas é uma esperança que quero continuar alimentando nos corações dos pequeninos que ainda sonham e acreditam no Papai Noel, embora não tenham eles ao menos sapatinhos para colocarem atrás das portas.
Sonhar não é pecado, meu pesadelo de criança se transformou em sonho e com ajuda de muitas pessoas hoje felizmente se torna uma realidade.

Anjo de Branco

ANJO DE BRANCO
À todas (os) enfermeiras (os)

Sempre atenta ali estava à minha cabeceira
Um anjo de branco vigiando-me por sorte
Trazendo-me à vida, essa fiel companheira
Com seu amor, expulsava então a morte!

Anjo de branco, com desvêlo sem igual
Cuja rotina é sempre sua grande labuta
É a enfermeira junto ao leito de hospital
Que nos devolve à vida, essa é a sua luta!

Cada vida salva é mais que uma vitória
Prêmio justo para tão nobre profissão
Nem a morte ofuscará tão grande glória

Sentinela da saúde sem medalha nem troféu....
Que dá a vida, em pról de outras tantas vidas
Anjo enfermeira, o seu prêmio é mesmo o céu!

Autor: Mauro Máximo da Silva
presidente da ALIANÇA DOS LITERATOS DE ANDRADINA

Dedico este soneto aos profissionais da UTI da Santa Casa de Andradina (enfermeiros e médicos João Leme e Telma Morgan), em cujas mãos estive por dois dias, guardiões esses aos quais imensamente agradecido posso dizer que devo
a minha vida. 20/01/2008

Tapera

Casa que hoje chamam de tapera!
Que no passado tão distante era...
Refúgio acolhedor do Valdemar!
Lar de dedicados trabalhadores...
Fruto de seus esforços e suores,
A conquista por tanto batalhar!

Essa casa também foi meu abrigo,
Ali tive cunhado, pai e um amigo,
Para aliviar toda a minha aflição.
Deu-me tudo, até a oportunidade!
De não morrer de fome na cidade,
Foi aqui onde encontrei a solução...

Aqui tive tudo, e nada me faltou...
Até irmãos essa vida me ofertou,
Sobrinhos que tanto me ajudaram.                                             TAPERA
Tolerando-me com toda paciência,
Fizeram feliz a minha adolescência,
Por isso na minha história entraram!

Hoje essa casa, já quase abandonada...
É o reflexo de uma batalha inacabada
De lutas, de trabalho e muito amor.
Porque aquele que deu por ela a vida.
Já partiu, por isso a vejo entristecida,
Essa tapera não tem mais seu morador!

Acabou, o verdadeiro reino encantado,
A roça perdeu o seu intrépido soldado,
Deixando pra nós uma saudade infinda.
Mas para mim essa tapera é abençoada,
A sua história em versos foi eternizada.
Ela está aí, pra quem quiser vê-la ainda!


Naquela estrada todo aquele que passar,
Irá lembrar-se que aí morou o Valdemar,
Homem bravo, mas de coração imenso...
Um herói, que fez do trabalho, a sua vida.
Para quem essa homenagem é merecida.
Vendo essa casa é nele que ainda penso!


Homenagem do autor: Mauro Máximo da Silva

Jesus é o caminho

JESUS É O CAMINHO

Jesus é o bom alimento
Pra alma de todo cristão
Ele está nesse momento
Dentro do meu coração

Eu te agradeço meu Jesus
Fique pra sempre comigo
Seja a minha grande luz
Para me livrar do perigo

Quero aprender a perdoar
E do seu perdão eu preciso
Quero meu irmão abraçar
Ver em seu rosto o sorriso

Praticando a fraternidade,
Não me sentirei sozinho
Vou ganhar a eternidade
E Jesus é o bom caminho!

sexta-feira, 23 de julho de 2010

PAIXÃO RENASCIDA

Ainda ontem, ao passar por uma praça
Os meus olhos te fitaram, sem querer
E ao vê-la desfilar com tanta graça
Encabulado, eu cheguei até tremer...

Há tempos, não a via com freqüência
E percebi que a sua beleza aumentou
O meu coração com esta experiência
Bateu tanto, que minha alma acordou!

E a paixão, que parecia ter morrido
Renasceu com vigor, neste meu peito
Embora, você não tenha percebido!

Senti que o tempo apagou a cicatriz
E devolveu-me novamente o direito
De lutar por meu amor e ser feliz!!!


Autor: Mauro Máximo da Silva
Membro da “ALIANDRA’


ALIANÇA DOS LTERATOS DE ANDRADINA

ANJO DE BRANCO

ANJO DE BRANCO

À todas (os) enfermeiras (os)

Sempre atenta ali estava à minha cabeceira
Um anjo de branco vigiando-me por sorte
Trazendo-me à vida, essa fiel companheira
Com seu amor, expulsava então a morte!

Anjo de branco, com desvêlo sem igual
Cuja rotina é sempre sua grande labuta
É a enfermeira junto ao leito de hospital
Que nos devolve à vida, essa é a sua luta!

Cada vida salva é mais que uma vitória
Prêmio justo para tão nobre profissão
Nem a morte ofuscará tão grande glória

Sentinela da saúde sem medalha nem troféu....
Que dá a vida, em pról de outras tantas vidas
Anjo enfermeira, o seu prêmio é mesmo o céu!

Autor: Mauro Máximo da Silva
Membro da ALIANÇA DOS LITERATOS DE ANDRADINA

Dedico este soneto aos profissionais da UTI da Santa Casa de Andradina (enfermeiros e médicos João Leme e Telma Morgan), em cujas mãos estive por dois dias, guardiões da saúde esses, aos quais imensamente agradecido posso dizer que devo
a minha vida. 20/01/2008

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

O DIA EM QUE PAPAI NOEL CHOROU (conto)

O DIA EM QUE PAPAI NOEL CHOROU...
Eram mais ou menos vinte e duas horas quando eu acabara de participar de uma confraternização numa véspera de natal, onde pude ter o privilégio de ser uma vez mais o Papai Noel e fizera assim a alegria da garotada que lotou um imenso salão decorado com muitas lâmpadas coloridas e outros enfeites natalinos.
Vivera eu, momentos de intensa alegria e estava ainda um tanto inebriado pelas músicas alusivas à data e pela magia de poder levar encantamento a todas as crianças presentes naquele evento, abraçando-as e fazendo com que os seus pequeninos corações batessem descompassados ao receberem os almejados presentes das mãos do lendário e bondoso velhinho.
Foram momentos de intenso prazer, os quais, repletos de grandes emoções, porém, como num conto de fadas o encanto da magia se desfez..., a festa acabou-se, todos foram para as suas casas e as luzes se apagaram, pois o salão estava sendo fechado...
Eu havia cumprido parte da minha missão e já me preparava para ir a outro local, onde outras crianças também aguardavam ansiosas pela presença do Papai Noel, mas quando me dirigia ao portão principal, vi um homem que trajava roupas humildes, calçando apenas chinelos e cujos cabelos eram tão grisalhos quanto os meus.
O pobre homem ocupava um dos bancos do pequeno jardim, onde quieto e cabisbaixo demonstrava estar sentindo uma enorme e infinda tristeza, pois seu semblante sofrido fazia com que ele aparentasse ser bem mais velho do que realmente era.
Aproximei-me, abracei-o e desejei-lhe um feliz natal, não apenas por ser eu um Papai Noel, porém, muito mais pelo fato de ser também um cristão e acreditar que a solidariedade e a fraternidade são as essências do verdadeiro espírito natalino, mas ao fazê-lo notei que duas lágrimas rolaram pelo seu rosto já marcado por algumas rugas.
Sentei-me ao seu lado e perguntei-lhe o motivo daquela tristeza, afinal aquela era uma noite de festa!
Ele fitou-me com os olhos ainda marejados de lágrimas e com a voz entrecortada por soluços me disse:
- Senhor, durante muitos anos eu também pude fazer a alegria de inúmeras crianças, dentre as quais, os meus próprios filhos e conseguia isso exatamente quando eu me vestia de Papai Noel representando a empresa em que eu trabalhava, e em noites como esta, era eu o encarregado de exercer a belíssima tarefa de distribuir os presentes arrecadados para tal finalidade.
Ele fez uma breve pausa e continuou o seu desabafo:
– Hoje, no entanto, ao ver daqui de fora a festa que aí dentro aconteceu pude sentir uma imensa saudade daqueles tempos; saudade esta, que veio acompanhada de uma mágoa profunda, porque por ironia do destino sou mais um desempregado, não posso ser mais aquele Papai Noel bem sucedido de outrora, pois estou com as mãos vazias e impedido de levar alguma coisa até para os meus filhos e minha esposa que me esperam em casa, onde nada temos para comer neste natal.
Súbita emoção..., não me contive..., abracei-o novamente e desta vez fui eu quem molhou o seu ombro com as lágrimas que não consegui evitar!
Foi um longo abraço, choramos juntos, pois ficamos incapazes de pronunciar ar qualquer palavra..., um instante mágico e inesquecível..., uma experiência inédita e incomparável.
Ali estava eu, diante de um homem de meia idade, cujo sofrimento o transformara num verdadeiro farrapo humano, um homem verdadeiramente sofrido, que era naquele instante o espelho de um passado belíssimo, mas refletindo a dura realidade do presente, afinal ele também era mais uma vítima desta grande mazela desse Brasil, a miséria causada pelo fantasma do desemprego e pelas injustiças sociais.
Deus estava sendo uma vez mais muito generoso para comigo, alertando-me através desta estranha coincidência, pois sendo eu um Papai Noel aclamado por inúmeras crianças, provara ali junto àquele homem de um gole da sua taça de amargura, através de um brinde diferente, que me permitia aprender uma grande lição de vida.
Um brinde que me ensinava a valorizar o meu emprego e também agradecer sempre ao Pai Celestial pela dádiva de ter uma família e um lar, onde nunca faltou o sagrado pão de cada dia e de ainda poder presentear os meus filhos numa noite de natal.
Esta é uma história tão real como é a vida..., fantástica como o sonho, sublime como a fantasia e tão pura quanto a inocência de muitos pequeninos que ainda têm esperanças, mesmo não tendo eles nem sequer sapatinhos para colocarem atrás das portas, na tentativa de atrair a presença do mágico e lendário bom velhinho de roupas vermelhas e barbas brancas que se chama Papai Noel e que infelizmente só existe para poucos.

Autor: Mauro Máximo da Silva
Conto vencedor do Mapa Cultural Paulista 2006 (local) e inscrito no Talentos da
Maturidade de 2009.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Um sonho de Papai Noel

UM SONHO DE PAPAI NOEL

Autor: Mauro Máximo da Silva – Presidente da “ALIANDRA”


Tão depressa o tempo passou
Somente uma saudade ficou
Para encurtar essa distância
Entre os natais de outrora...
Dos quais relembrando agora
Me levam de volta à infância!

Eu era um menino carente
Um pouco franzino e doente
Mas sinto enorme saudade
Dos garotos lá da redondeza
Irmãos de sonhos e pobreza
Em busca de igual felicidade!

Mesmo sendo pobre eu vivia
Sonhando com o almejado dia
De ganhar esse tal brinquedo...
A minha ansiedade aumentava
E afoito, pelo natal eu esperava
Contando os dias, dedo a dedo!

Porém às vésperas de um natal
O meu já, velho pai passou mal
E foi morar com Deus no céu...
Fiquei muito triste e desiludido
Sabendo que eu já havia perdido
Para sempre o meu Papai Noel !

E a partir daquele momento
De intensa dor e sofrimento
Com resignação compreendi
Que aos doze anos de idade
Eu já possuía a tal felicidade...
Porém naquele dia a perdi !

Pouco a pouco fui crescendo
E a cada natal, também vendo
Morrer a minha doce fantasia
Porém descobria aí um segrêdo
Pois pude entender ainda cedo
Que eu já era feliz e não sabia !

Com minha ilusão quase morta
Os meus sapatos atrás da porta
Ainda assim continuei a colocar
E com a humildade de pobre
Pedi então ao velhinho nobre
Para este novo sonho realizar!

Hoje meus filhos, com certeza
Constituem minha maior riqueza
Foi esse o tal pedido que eu fiz
Meu sonho, realidade se tornou
E além de poeta, agora eu sou
Um Papai Noel também feliz !

Aprendi contigo meu velhinho
A ser tolerante e bonzinho...
Só hoje eu entendo o porquê
Você legou-me esta virtude
Por isso eu te peço, me ajude
A ser um Papai Noel como você !

Bom velho, você está presente
Nos meus versos e certamente
Em todos os cantos da cidade
No coração de qualquer criança
Você é o símbolo da esperança
Fantasiando a dura realidade !!!


ALIANDRA - ALIANÇA DOS LITERATOS DE ANDRADINA

Esta poesia é a própria vida do autor, pois os fatos aqui descritos ocorreram em 10/12/1960 Retratam eses fatos a triste realiadade de uma época xxx

sábado, 2 de maio de 2009

O AMOR MAIS PURO

O AMOR MAIS PURO
Ah se eu pudesse, no tempo poder voltar
E no passado, a minha infância encontrar
Para outra vez, no colo maternal adormecer
Ser de novo aquela frágil e pura criancinha
Que nos braços da meiga e adorada mãezinha
Inebriava-se, após tantos carinhos receber!!!

Ah se eu pudesse, reviver tudo novamente
E contemplar a face daquele anjo sorridente
A me embalar com suas doces e suaves cantigas
Podendo sentir no tremor dos seus braços
Toda a alegria ao ver meus primeiros passos
Sempre amparado pelas suas mãos amigas...

Ah se eu pudesse,ainda que por um momento
Sentir o gostinho do mais sublime alimento                                
Dos seus seios, dia a dia me amamentando                                      In memorian: Orminda dos Passos Silva
Óh Deus, não me prive também dessa ventura
De poder sonhar, abrançando essa criatura
Meu anjo bom, que hoje no céu está morando!

Ah se eu pudesse, mudar a triste realidade
E voltar no tempo prá buscar a felicidade
Eu renasceria do seu ventre, com certeza
Só para acabar com essa tristeza infinda...
Eu seria outra vez, o seu filho mãe Orminda
Com todo orgulho, prá exaltar sua grandeza!!!

Ah se eu pudesse, nesse tão grandioso dia
Convencer o mundo através dessa poesia
Que o amor mais puro, verdadeiro e forte
Habita o coração de uma fada encantada
Cujo nome é mãe, essa Santa abnegada
Que por um filho, luta sem temer a morte!

autor: Mauro Máximo da Silva
presidente da ALIANÇA DOS LITERATOS DE ANDRADINA - ALIANDRA

Publicado no site: O Melhor da Web em 01/05/2009
Código do Texto: 21466

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

É o sabor

È O SABOR

Paródia da música “È o amor” (Zezé di Camargo & Luciano)


Eu não vou negar que sou louco pelo mé
Bebo cedo no café e antes de almoçar
Eu não vou negar que não me importa a qualidade
O que interessa é quantidade, eu quero é degustar

Eu não vou negar que sou louco pelo mé
Fico até de quatro pé e chego a vomitar
Você bebida desgraçada é minha alegria
Me joga na calçada quase todo dia
E só o camburão vem me recolher
Eu sou aquele embriagado muito irreverente
Chato, atrevido e muito indecente
Que esqueceu da vida e só pensa em beber

Coro

É o sabor, que faz a minha cabeça e me deixa assim
Me faz esquecer do dever e até mesmo de mim
Me faz pensar que a vida é feita prá beber
É o sabor, que me deixa com um bafo forte e ainda loução
Me faz esquecer da vida e da obrigação
Eu acho até que não sou nada, se eu não beber

Autor: Mauro Máximo da Silva
Membro da “ALIANDRA”

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Assim era a Babalu



Ela ao chegar já convenceu
Que veio mesmo prá ficar
Um presente do amigo meu
Que a todos veio agradar
E assim Babalu conheceu
Os amigos do seu novo lar

Ela tinha um jeito acanhado
Muito educada e carinhosa
Tinha mais duas ao seu lado
Uma era até meio nervosa
Babalu com seu jeito educado
Era muito boazinha e fogosa

Conquistou logo seu espaço
Nos corações de todos nós
Por isso versos eu lhe faço
Ao lê-los saibam que após
Sua partida, falta um pedaço
E a saudade é seu porta-voz

Babalu não saía nem entrava
Se não fosse então convidada
Ela nem sequer reclamava
Da coleguinha mal educada
Mas enquanto comia rosnava
Para não ser mais ludibriada


E assim Babalu viveu a vida
Cercada do nosso carinho
Era uma cadelinha querida
Pelo seu jeito tão bonzinho
Mas partiu sem despedida
Não uivou nem um pouquinho

Partiu sem fazer nenhum ruído
Pois nunca ela quis incomodar
Não se ouviu nenhum latido
Porque preferiu não alarmar
Partiu sem dar algum gemido
Para não ver ninguém chorar!

Entre todos os bens da natureza
Nada que o homem conquiste
É mais valioso que a beleza
Da real amizade que só existe
Entre os animais com certeza
Por isso nosso lar está triste

Porque ela foi na realidade
Mais que um simples animal
Uma companheira de verdade
Inconfundível e sem igual
Babalu hoje é uma saudade
Virou poema e será imortal !




Autor: Mauro Máximo da Silva
Membro da “ALIANDRA”

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Onde encontrar a paz?

ONDE ENCONTRAR A PAZ ?




Onde encontrar a Paz ?
É pergunta que você faz
Vendo a sua liberdade fugir
Diante de tanta violência
Que cresce com veemência
E faz o amor sucumbir!



Onde encontrar a Paz ?
É pergunta que seu filho faz
Quando sai para estudar
Sabendo que numa ação policial
Uma bala perdida é fatal
E pode a sua vida ceifar!



Onde encontrar a Paz ?
É pergunta que também faz
A pobre criança abandonada
Que não pediu para nascer
E que sonha algum dia ter
Um lar e uma família honrada!




Onde encontrar a Paz ?
É pergunta que a humanidade faz
Temendo o horror de outra guerra
Mas Deus é a única esperança
Só ele pode semear a bonança
E a harmonia no planeta terra!



Onde encontrar a Paz ?
Há dois mil anos atrás
Ele próprio nos ensinou
Antes de morrer numa cruz
O Mestre nazareno Jesus
A sua paz nos deixou...



Onde encontrar a Paz ?
Descubra, você também é capaz
Consultando o seu coração
A paz está na caridade,
No amor, na fraternidade
E no gesto nobre de perdão!




Membro da “ALIANDRA”
Aliança dos Literatos de Andradina-SP

Poesia escrita para gincana escolar do CEFAM em 1998