sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Obrigado meu pai

        Obrigado meu pai 


Hoje eu venho, com profunda  emoção
Expressar em rimas, a minha gratidão
A quem tanto me deu, sem pedir nada
E que me ajudou a vir pra esse mundo
Criou-me com respeito e amor profundo
É você meu pai, essa pessoa abençoada!

Você sempre me educou com muito jeito
Se tornando para mim, um herói perfeito
Até mesmo quando me punha de castigo
E pra eu andar sempre de cabeça erguida
Pediu-me para ser honesto em toda a vida..
E por tudo isso eu lhe agradeço, pai amigo!

Você provou com as virtudes e dignidade
Que ser pai é sinônimo de amor e bondade
É o dom maior que o homem pode merecer
Ser pai, para muitos homens já é vitória...
Mas um pai como você, é a maior glória
Que um filho neste mundo sonhou ter!!!

Hoje valorizo seu trabalho e sofrimento
Porque agora eu faço parte deste evento
Tornei-me pai, eu recebi esta dádiva sim
Os filhos, criarei,seguindo o seu conselho
Porque pretendo tê-lo sempre como espelho
          Vou irrigar, o que você plantou pra mim...

Ontem eu fui uma inocente e feliz criança
E você me deu apoio, carinho e confiança
Desempenhando com perfeição o seu papel
E sem jamais me ocultar quaisquer segredos
Permitiu-me ter infância e até brinquedos
Sendo para mim o mais gentil Papai Noel!

Hoje, comemorando o nosso merecido dia
Que aceite esses meus versos, eu gostaria
Porque através deles, minha exaltação vai
Deus o levou, não posso mais abraçá-lo
E é por isso, que entre lágrimas lhe falo
Descanse em paz e “Obrigado meu Pai”


                 Autor: Mauro Máximo da Silva
Membro da “ALIANDRA” Aliança dos Literatos de Andradina/SP

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

AMIGO...


           Amigo 

  Dedicado ao grande amigo 
Durval Zacarias de Oliveira


Amigo é aquele que nos conforta;
É quem nos abre sempre a porta,
Quando estamos mais precisando
Tem o abraço que nos fortalece...
É aquele que seu ombro oferece,
Quando estamos tristes, chorando!


Um amigo cheio de tanta nobreza


Se tornou a minha maior riqueza
E só hoje posso entender por quê
Pra fazer parte da minha história
Deus me deu a honra e a glória...
Foi ele quem me escolheu, você!

                                                                            

É o anjo que Deus nos enviou

Que nossos segredos, guardou

E que nos acompanha no mundo

Sempre com o seu sorriso aberto

O amigo está sempre por perto...

Com amor sincero e profundo!


Amigo é quem possui tudo isso
Pois amar é o seu compromisso
Oferecendo sempre sua lealdade
É nosso ancoradouro verdadeiro
Nosso grande e fiel companheiro
Um enorme tesouro na verdade!
   

  Essas rimas exprimem gratidão
  Foram ditadas pelo meu coração
  Pra você, que é o amigo perfeito
  A jóia muito rara e mais preciosa
  Uma fortuna esplêndida e valiosa
  Que guardo dentro do meu peito!

  Um amigo cheio de tanta nobreza
  Se tornou a minha maior riqueza
  E só hoje posso entender por quê
  Pra fazer parte da minha história
  Deus me deu a honra e a glória...
  Foi ele quem me escolheu, você!



             Autor: Mauro Máximo da Silva
Membro da Aliança dos Literatos de Andradina


terça-feira, 18 de setembro de 2012

A VERDADEIRA AMIZADE


     A VERDADEIRA AMIZADE

 Dos defeitos que abomino no homem
Os piores são a hipocrisia e ingratidão 
Vícios que as boas virtudes destroem
E geram uma grande falta de afeição!

Eu enalteço a franqueza e a lealdade
Úteis para qualquer relacionamento
Porém quem não possui a humildade
É egoísta que desconhece sentimento!

A traição é fruto do grande desamor,
E fez até Deus ir parar em uma cruz
Para morrer sem ter sido um pecador!

Amizade a gente irriga a vida inteira
Com carinho e respeito, então produz...
Jamais morrerá quando é verdadeira!


          Mauro Máximo da Silva
Membro da Aliança dos Literatos de Andradina
                           02/06/2012


Condeno todo egoísmo e ingratidão
E também a hipocrisia e a falsidade
Quem possui essa virtude do perdão
Vive bem e não perde a humildade
O egoísta?, jamais vou querer então
Ver desfrutando da minha amizade!

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

A SAGA DO FILHO TREZE

A SAGA DO “FILHO TREZE”
         ( autobiografia)
                     I
Nesse cordel, caros leitores,
Do número treze eu vou falar
Provando que ele representa
Para algumas pessoas o azar
Eu sou o décimo terceiro filho
E quero assim me apresentar
Não conheci nem meus avós...
Pois demorei muito a chegar!
                    II
Meu pai treze anos mais velho
Quando com  mamãe se casou
E já possuía três outras filhas
Com a esposa que Deus levou
Com mamãe vieram outros dez
Com esse caçula que chegou
Pra completar a grande prole
E honrar o nome que herdou!
                  III
Tenho dois emes no meu nome
Mas isso não mudou os planos
Sou mais velho que a esposa
Também por mais treze anos
O número da minha residência
Não me causou quaisquer danos
Quatrocentos e dezoito somados
Dá treze, sem cometer enganos!
                     IV
Quando eu nasci nesse mundo
De enxoval eu não tinha nada
Usei as toucas de uma boneca
E minha roupa era emprestada
Acho até que eu vim a mais...
Foi surpresa a minha chegada
Mas ser filho dos meus pais
É orgulho e muito me agrada!
                       V
A minha vida foi muito difícil
Fui um garoto franzino e doente
Entrei pra escola só aos 9 anos
Fui teimoso e até persistente
E conclui o quarto ano escolar
Esse foi um grandioso presente
Dentre os que papai pôde me dar
Além desse seu caráter decente!
                     VI
Pra conquistar esse meu espaço
Eu não tive nenhuma facilidade
E sendo último e número treze
Fui órfão aos 12 anos de idade
Sem papai e um irmão mais novo
Tive que enfrentar a maldade!
Fui até vítima de abuso sexual
Porém, não perdi a dignidade!
                  VII
Perdi infância e adolescência
Para trabalhar como bóia fria,
Eu e a mamãe lutamos juntos,
Na busca do pão de cada dia
Enfrentávamos as madrugadas
Só miséria à nossa porta batia,
Era muito difícil nossa rotina
Por isso estudar eu não podia!
                  VIII
Para mim jamais houve moleza
Eu fui sempre muito dedicado
Tendo que me abdicar da escola
Este sonho ficou então adiado
Mas encontrei a porta aberta
Na casa do Biroli meu cunhado
Que nos acolheu com o carinho
De homem bom e predestinado...
                  IX
Hoje com todo orgulho e alegria
Eu sou um homem quase vencedor
Porque a tão sonhada felicidade
Dela eu não fui um conquistador
Construí meu lar e uma família
E também sou poeta e escritor,
Espero que me faça o bom Deus
Ser do céu, um dia merecedor!
                    X
Foram poucas as oportunidades
Mas as chances que tive agarrei
Eu não pude,porém nem escolher,
Todos esses caminhos que trilhei
E dos vícios que adquiri na vida
De quase todos eu já me livrei!
Carrego uma cruz mais pesada
Por erros que eu não pratiquei!
                     XI
Transformei-me até em papai Noel
Para alimentar muitas esperanças,
E nesse pequeno gesto de nobreza
Apago as minhas tristes lembranças
Sem esquecer a infância de pobreza
Onde fui alvo de muitas cobranças
Preparo-me durante o ano inteiro,
Para fazer a alegria das crianças!
                     XII
Procuro ser alegre com as pessoas
Sem demonstrar o que sou na vida
Gosto de escrever belas mensagens
Pra esconder a minha alma sofrida
Da morte jamais irei sentir medo
Porque só ando de cabeça erguida
E não tenho nenhum outro segredo
Para minha história não ser lida!
                   XIII
Nestes anos conquistei coisas boas,
Por outras lutei e não pude conseguir...
Nada me amedronta mais no mundo
E nem tira esse meu direito de sorrir
Só a falta de lealdade e uma traição
Que podem minha amizade destruir!
Com treze estrofes termino o cordel
E espero ainda, treze amigos possuir!

Autor: Mauro Máximo da Silva

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Onde encontrar a Paz?

ONDE ENCONTRAR A PAZ ?

Onde encontrar a Paz ?
É pergunta que você faz
Vendo a sua liberdade fugir
Diante de tanta violência
Que cresce com veemência
E faz o amor sucumbir!

Onde encontrar a Paz ?
É pergunta que seu filho faz
Quando sai para estudar
Sabendo que numa ação policial
Uma bala perdida é fatal
E pode a sua vida ceifar!

Onde encontrar a Paz ?
É pergunta que também faz
A pobre criança abandonada
Que não pediu para nascer
E que sonha algum dia ter
Um lar e uma família honrada!

Onde encontrar a Paz ?
É pergunta que a humanidade faz
Temendo o horror de outra guerra
Mas Deus é a única esperança
Só ele pode semear a bonança
E a harmonia no planeta terra!

Onde encontrar a Paz ?
Há dois mil anos atrás
Ele próprio nos ensinou
Antes de morrer numa cruz
O Mestre nazareno Jesus
A sua paz nos deixou...

Onde encontrar a Paz ?
Descubra, você também é capaz
Consultando o seu coração
A paz está na caridade,
No amor, na fraternidade,
E no gesto nobre de perdão!


autor: Mauro Máximo da Silva - Membro da “ALIANDRA”

ALINAÇA DOS LITERATOS DE ANDRADINA - SP

sábado, 24 de dezembro de 2011

Um pesadelo que virou sonho e se tornou realidade


UM PESADÊLO VIROU SONHO E SE TORNOU REALIDADE


Durante 12 anos eu tentei em vão, realizar um sonho de criança através de e-mails e cartas enviados para inúmeros programas de TV: Faustão, Ratinho, Luciano Huck, Raul Gil, Silvio Santos, Eliana, Netinho de Paula, Ana Maria Braga, Gugu Liberato, Celso Portioli e Márcia Goodsmith. E ao longo deste tempo todo só recebi duas ligações da Produção do Ratinho que não mais se confirmaram, frustrando uma vez mais as minhas expectativas.

Fui um menino muito pobre e caçula de uma prole de 13 filhos, condição esta que me fez sentir na pele os efeitos de uma pobreza, pois meus pais deixaram a vida na roça porque meu genitor já estava velho e cansado, vendendo tudo e vindo morar na cidade, mais precisamente na Vila Botega, onde comprou duas casas de madeira e lá nos estabelecemos, enquanto ele tentou a sorte trabalhando como operário na Indústria Cadeiras e Móveis Pelliciari por alguns anos mais, onde adquiriu os direitos para aposentar-se.

Nossa vida era difícil e o lanche que eu levava na escola era pão recheado com açúcar cristal, pois não tínhamos condições para adquirir outro tipo de merenda. Eu sofria muito ao ver alguns coleguinhas comendo pão com mortadela ou presunto e eu ficava morrendo de vontade, porque não conhecia aquilo e julgava que fosse a coisa mais gostosa do mundo.
Papai aposentou-se, mas viveu por poucos anos mais, vindo a falecer em 10 de dezembro de 1960, às vésperas do natal, época em que eu apenas havia concluído a 4ª série primária (ensino fundamental).

Daí por diante o que era ruim ficou pior ainda, virou um grande pesadelo, porque a orfandade me fez abdicar da infância, adolescência e estudos, para trabalhar como bóia fria ao lado de mamãe, pois a miséria e a fome vieram bater em nossa porta.
Enfrentávamos o transporte em caminhões do tipo pau-de-arara nas madrugadas para ir em busca da sobrevivência nas lavouras de algodão da região de Andradina, chegando a irmos trabalhar até em Monte Castelo. Meus natais passaram a ser mais amargos ainda sem a presença do meu Papai Noel que Deus levou para o céu.

Daí para cá nasceu o desejo imenso de um dia me tornar um Papai Noel capaz de poder fazer a alegria de muitas crianças pobres e minha primeira experiência foi aos 18 anos quando emprestei uma roupa de Papai Noel da Srª Regina Andrade, esposa do saudoso Antonio Soares Andrade, e pude entregar os presentes doados por um comerciante proprietário de um mercadinho onde tinha um Serviço de auto-falantes em que eu trabalhava nas horas de folga.
O Tempo passou depressa e eu fui envelhecendo, sentindo que meu sonho virava Utopia e se distanciava cada vez mais da realização.

Em 2008, porém eu resolvi juntar algum dinheiro para levar adiante meu sonho e cheguei a colocar alguns cofres no Frigorífico, inclusive na minha repartição, de onde tiveram a coragem de roubar o cofrinho que mais tinha dinheiro. Desanimei e não fiz nada naquele ano, porém no ano seguinte ganhei uma Roupa de Papai Noel de uma pessoa amiga e pude ir na creche do Benfica em 2009 entregar os presentes que ela mesma doou, onde fizemos uma grande festa com bolo e refrigerantes para 70 crianças.
Continuei a pleitear dos programas de TV, 100 brinquedos, mas nem isso consegui mais.
Hoje porém posso dizer que vou realizar meu sonho, pois com ajuda de alguns amigos vou poder presentear muitas crianças da creche do Bairro Santa Cecília onde moro.
É um sonho sublime, mágico como os contos de fadas, autêntico como a fantasia dos pequeninos que ainda acreditam no bondoso velhinho de roupas vermelhas e barbas brancas chamado Papai Noel, que infelizmente só existe para poucos.

Mas é uma esperança que quero continuar alimentando nos corações dos pequeninos que ainda sonham e acreditam no Papai Noel, embora não tenham eles ao menos sapatinhos para colocarem atrás das portas.
Sonhar não é pecado, meu pesadelo de criança se transformou em sonho e com ajuda de muitas pessoas hoje felizmente se torna uma realidade.

Anjo de Branco

ANJO DE BRANCO
À todas (os) enfermeiras (os)

Sempre atenta ali estava à minha cabeceira
Um anjo de branco vigiando-me por sorte
Trazendo-me à vida, essa fiel companheira
Com seu amor, expulsava então a morte!

Anjo de branco, com desvêlo sem igual
Cuja rotina é sempre sua grande labuta
É a enfermeira junto ao leito de hospital
Que nos devolve à vida, essa é a sua luta!

Cada vida salva é mais que uma vitória
Prêmio justo para tão nobre profissão
Nem a morte ofuscará tão grande glória

Sentinela da saúde sem medalha nem troféu....
Que dá a vida, em pról de outras tantas vidas
Anjo enfermeira, o seu prêmio é mesmo o céu!

Autor: Mauro Máximo da Silva
presidente da ALIANÇA DOS LITERATOS DE ANDRADINA

Dedico este soneto aos profissionais da UTI da Santa Casa de Andradina (enfermeiros e médicos João Leme e Telma Morgan), em cujas mãos estive por dois dias, guardiões esses aos quais imensamente agradecido posso dizer que devo
a minha vida. 20/01/2008